terça-feira, 21 de abril de 2015

Paulínia: Ensinando o futuro do nosso Brasil brincando

As crianças têm maturidade suficiente para entender a importância dos novos hábitos para salvar a água do planeta


Alunos da pedagoga Heloísa Afonso brincando com massinha  
A crise hídrica que vem atingindo o estado de São Paulo tem alterado bastante a vida da população, em especial o dia a dia das crianças que foram privadas de aproveitar as férias de verão com brincadeiras simples como guerra de bexiga d'agua e banho de mangueira. Embora algumas cidades não tenham convivido com o racionamento, muitas prefeituras estão conscientizando a economizar nosso bem mais precioso: água potável. Muitas escolas têm trabalhado na conscientização dos pequenos ensinando hábitos simples que ajudam a economizar a água e evitar o desperdício desenfreado.

A pedagoga Heloísa Afonso, do Colégio Paulo Freire de Paulínia trabalha com a turma de educação infantil de 5 a 6 anos explica brincando para seus baixinhos a importância da água. A conversa é sempre tratada com leveza, sem drama, dá atividades para que pintem desenhos na busca de alternativas de como economizar. Foi em uma dessas conversas que ela leu a historinha do livro “Por que economizar água?” do Jen Green e Mike Gordon. O livro é na linguagem das crianças e relata a historia das crianças conscientizando os adultos.

Como a economia de água está diretamente ligada com a natureza à pedagoga explica que tem que cuidar da água por que o “riozinho” está secando e as “plantinhas” vão morrer cantando a musica “Tra Lá Lá Lá Oh”.

Na hora do banho é proposto uma competição para ver quem toma banho mais rápido, sem comprometer a higiene. Na hora de escovar os dentes é usado um copo com a quantidade de água necessária para realizar todo o processo. O mais importante disso é que todos os educadores se esforcem para transformar essa conscientização em algo divertido e duradouro.

Os pequenos têm maturidade suficiente para entender a importância dos novos hábitos, ao contrário do que muitos acreditam. O comportamento das crianças é, na maioria das vezes, reflexo das atitudes dos adultos que ela tem mais contato, por isso, não adianta querer cobrar algo que não é praticado. “O primeiro passo é passar um bom exemplo e deixar as crianças mais estimuladas para “copiar” nossas atitudes.” diz Heloísa.

Obs: os rostos das crianças foram desfocados por que nem todos os pais autorirazam a reprodução da imagem


Por Desirée Saibert

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