terça-feira, 24 de março de 2015

Paulínia: Festival de Cinema é cancelado novamente

Pavan Jr. cancela mais uma vez o Festival de Cinema 


O Festival de Cinema de Paulínia, que era um dos mais bem-sucedidos do país foi cancelado. A Prefeitura confirmou a suspensão devido à crise financeira que atinge a cidade, que tem uma dívida de cerca de 160 milhões de reais.

Além do cancelamento do festival que aconteceria em julho, também foi anunciado o  cancelamento do pagamento da produção de 10 filmes calculados no valor de R$ 8 milhões de reais, R$ 800 mil para  montagem. A administração justifica que cancelou esse edital por que não atende a tramitação exigida por lei, mas algumas produções premiadas já estão sendo realizadas mesmo sem o contrato legal.

O prefeito José Pavan Junior disse em coletiva de imprensa que a medida faz parte da Operação Paulínia Urgente “a prioridade no momento é o pagamento das despesas vencidas e a vencer. Os cortes ocorreram em todos os setores com exceção da educação e saúde”.

Em 2014, a 6ª edição do evento contou pela primeira vez com uma mostra internacional, teve presença dos atores Danny Glover ("Máquina Mortífera"), Michael Madsen ("Kill Bill") e Jacqueline Bisset ("A noite Americana").

A estudante de Audiovisual e Cinema, Júlia Pacheco, foi questionada sobre o cancelamento do festival e disse que afeta os alunos de artes, sejam eles de musica, teatro ou cinema, afinal, os festivais são uma forma de incentivo para expor sua arte. Já a população também é afetada, visto que esse evento tem uma grande importância nacional e todos os olhos estão voltados para a cidade.

O estudante de Publicidade e Propaganda, Murilo Stênico, diz que o cancelamento do festival também afeta os jovens que estudam artes por que se sentem desmotivados, pois sabem que não terão apoio. E para o publico que ia apenas prestigiar tem que se contentar com a cobertura dos festivais dos outros países que acontece na internet.

A suspensão do festival ainda não é definitiva. A prefeitura revelou que irá revisar todos os contratos em um período de 60 dias por uma comissão formada por quatro secretários, em busca de irregularidades. Após os dois meses, será tomada uma nova decisão.

Em 2012, Pavan Jr cancelou pela primeira vez o tradicional festival de cinema da cidade do interior do São Paulo, alegando por motivos financeiros.

Por Desirée Saibert

segunda-feira, 23 de março de 2015

Valinhos: Moda do desapego impulsiona brechós na internet

Grupo em rede social coloca objetos novos e usados a venda e para troca


Página no Facebook conta com mais de quatro mil pessoas
Se antes era preciso gastar muito para estar na moda, hoje isso mudou. Os brechós nas redes sociais chegaram para provar que para ser fashion e ter diversas opções do que vestir, não é necessário muito mais do que alguns cliques. No grupo do Facebook “Desapegos de Valinhos”, que já conta com mais de quatro mil pessoas, os integrantes divulgam, gratuitamente, seus produtos novos e usados e passam a manter o armário atualizado.

Monique Iscalcio Bianchini, junto da irmã Daphine e da amiga Renata Barbosa, administram a página. “Minha irmã tinha muitas coisas paradas, que estavam novas, e ela começou a me mostrar outras páginas de desapegos que ela fazia parte, mas todas eram da região de Campinas e às vezes longe demais para ir buscar ou levar. Ai surgiu a ideia de criar a página da nossa cidade”, explica Monique.

Há um ano no ar, o grupo é focado no desapego e não na revenda. “Serve mais para desentulhar as coisas que temos, do que lucrar com a venda. Por exemplo, tem gente que quer vender uma peça por 20% menos do que está na loja, mas na loja a peça é nova e ainda é possível comprar parcelado, enquanto no grupo não. A maior dificuldade é fazer as pessoas entenderem isso”, lembra.
E a página tem regras, que devem ser seguidas. “Hoje aceitamos anúncios de vendedores e de pessoas comuns, mas é difícil fazer com que sigam as únicas três regras da página: colocar preço, tamanho e se a peça é nova ou usada”.

Monique, que costuma mais comprar do que vender no grupo, acha válido esse tipo de comércio. “Ajudamos muita gente e ainda pensamos no consumo consciente, pois também podem ser feitas trocas”, explica ela, que completa dizendo que não é fácil administrar um grupo com quase quatro mil pessoas. “Nunca tive grandes problemas, mas uma senhora já me chamou no Inbox porque tinha tratado uma venda com uma pessoa e a pessoa vendeu o produto pra outra”, de resto, ela é chamada para falar se a pessoa que está vendendo é idônea. “Nem eu sei exatamente quem são as quase quatro mil pessoas”, comenta.

Segundo Ana Leardine, que participa do grupo, o costume de vender peças é frequente. “O brechó é um jeito de fazer um dinheiro extra e desocupar o guarda-roupa. Mas antes de vender eu procuro ver se a pessoa tem amigos em comum comigo e se já comprou de alguém, para não haver problemas”, explica.

ANOTA AI!

Para quem vai comprar

Segundo Monique, “se uma pessoa tem interesse em adquirir qualquer item da página eu só dou um conselho: antes de comprar, pense se você precisa disso, se vai usar ou se está valendo o que está sendo cobrado”, E ainda, outros pontos são importantes:

- Procure avaliações de outros compradores ou busque informações em sites.
- Faça perguntas sobre o produto antes de fazer uma compra.
- Nunca pague antecipadamente, não importa o quão confiável o vendedor pareça ser.
- Encomendas com porte pago pelo vendedor não estão isentas de riscos. Verifique o conteúdo do pacote antes de pagar.
- Não compre itens que parecem bons demais para serem verdadeiros, como carros ou computadores muito baratos.
- Peça a nota fiscal para não correr o risco de comprar algo roubado.
- Procure sempre conversar com o vendedor e encontrá-lo em um lugar público.

Para quem vai vender
- Prefira receber em dinheiro, na hora da entrega.
- Nunca envie o produto sem finalizar os termos do pagamento.
- Evite receber pagamentos em cheque, já que não se pode ter certeza de que tem fundos.

Para finalizar, os negócios feitos em grupos nas redes sociais ou sites de classificados na internet estão cobertos pelo Código de Defesa do Consumidor. A oferta deve descrever exatamente o produto, inclusive seus eventuais defeitos, e o vendedor, mesmo que seja pessoa física, é responsável pelo que vende. Em caso de algum problema na negociação, é possível recorrer aos órgãos de defesa do consumidor.


Por Gabrielle Cintra